O turista que morreu após uma queda de aproximadamente 50 metros na Cachoeira da Usina, na Chapada dos Veadeiros, usava equipamentos de segurança enquanto praticava highline, segundo os bombeiros. Gustavo Guimarães Rodrigues morreu aos 29 anos, na última sexta-feira, 25. O caso é investigado pela Polícia Civil.
O sargento Sérgio Vinícius, do Corpo de Bombeiros de Alto Paraíso de Goiás, informou que um nativo comunicou aos bombeiros que viu Gustavo se sentando no cabo, provavelmente para mexer na ancoragem. Segundo Sérgio, um cabo fica preso na cadeirinha do atleta – com um elo de metal e duas fitas passando no meio.
A ancoragem na cadeirinha, usada comumente em escaladas, é o sistema que prende o atleta à fita, normalmente por meio de uma corda dinâmica conectada a um anel de metal que desliza pela fita. É essa ancoragem feita em cada atleta que impede a pessoa de cair no vazio caso perca o equilíbrio.
“Provavelmente ele deve ter mexido na amarração e alguma coisa aconteceu que ele soltou das fitas”, disse o sargento. O nativo teria dito ao bombeiro que, logo após ter visto Gustavo se sentar, houve a queda.
O highline é um esporte radical de equilíbrio em uma fita suspensa sob cursos de água. Essa fita já fica montada na cachoeira da Usina para o uso dos turistas e atletas que a visitam. “Eles [os responsáveis] sempre estão fazendo os cheques, verificação dela, foi o que me falaram. E pela visualização também, a corda está bem nova ainda, não está gasta”, disse Sérgio.
O sargento dos bombeiros ainda informou que Gustavo ficou sozinho por um momento, o que não é recomendado na prática do esporte. “Os amigos dele falaram que teve um momento que ele ficou sozinho e foi nesse momento que ele saiu, andou na linha de highline e teve o acidente”, disse.
O velório acontece neste domingo, 27, em Ouro Branco, em Minas Gerais. Já o sepultamento está marcado para iniciar às 17h.
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