Na manhã desta quinta-feira (28), a Polícia Civil de Posse deflagrou uma operação com apoio da Delegacia de Uruaçu, visando o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra suspeitos envolvidos em golpes digitais que vitimaram moradores de diversas cidades do Estado de Goiás. A ação resultou na prisão de dois investigados e no cumprimento de dois mandados de busca em endereços localizados em Uruaçu.
As investigações começaram após uma moradora de Posse (GO) ter sido vítima de um golpe em março deste ano. Ela foi induzida a transferir mais de R$ 3.800,00 para uma conta bancária fraudulenta após receber uma ligação em que o suspeito se passou por funcionário de uma instituição de pagamento.
O golpista afirmou que havia sido realizada uma compra de televisão em nome da vítima e, para cancelar a suposta operação, ela deveria transferir valores para contas indicadas. Acreditando se tratar de um contato oficial, a vítima seguiu as orientações e acabou sendo enganada.
Durante as apurações, a polícia descobriu um sofisticado esquema criminoso que utilizava aparelhos celulares, inclusive um produto de furto, para criar dezenas de contas de e-mail falsas. Esses endereços eram usados para abrir contas bancárias e até empresas de fachada em nome de terceiros, servindo exclusivamente para receber e pulverizar os valores obtidos nos golpes.
O líder do grupo foi identificado como Agnes Alves da Silva, de 29 anos, que utilizava o codinome “Raul” nas redes sociais, apelido popularmente associado a golpistas. Ele foi apontado como o operador central do esquema, responsável por administrar os dispositivos móveis, criar identidades digitais falsas e coordenar a atuação dos “laranjas”. As operações criminosas eram concentradas na cidade de Uruaçu. O investigado já possui extensa ficha criminal, com passagens por tráfico de drogas, ameaça e uso de documento falso.
Ainda no mesmo dia, um segundo suspeito de envolvimento no esquema apresentou-se ao GEPATRI de Goianésia, onde foi ouvido e, em seguida, encaminhado ao presídio local após o cumprimento do mandado de prisão expedido em seu desfavor.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e localizar novas vítimas do grupo. A divulgação da imagem dos investigados ocorreu dentro dos parâmetros legais previstos pela Lei 13.869/2019, pela Portaria Normativa nº 02/2020/DGPC e pela Portaria nº 547/2021/DGPC, tendo em vista o interesse público de auxiliar na identificação de vítimas e testemunhas.
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