Josileide, moradora de Posse (GO) vive momentos de angústia ao tentar garantir o tratamento adequado para o filho de seis anos, diagnosticado com autismo grau 3, o nível severo do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O comunicador Betinho Campos acompanhou de perto a realidade da família.
Segundo a mãe, o menino Miguel necessita de medicação contínua para manter o mínimo de estabilidade.
Josileide contou que o filho está sem o medicamento Atentah, indispensável pra a criança, e custa aproximadamente R$ 200,00
De acordo com Joseley, o pedido da medicação foi negado pelo Ministério Público, mesmo após várias tentativas. Ela relata que esteve diversas vezes no Fórum e conversou com uma servidora, mas sempre recebeu a informação de que o pedido havia sido indeferido.
O vídeo mostra o quanto a ausência da medicação faz falta no dia a dia da criança. Um advogado conseguiu o BPC-LOAS, que é um benefício sócio-assistencial pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no valor de 01 (um) salário mínimo mensal concedido ao cidadão que comprove ter uma deficiência de longo prazo que o impeça de trabalhar e manter a si mesmo e à sua família, porém não é o suficiente.
O Atentah (cloridrato de atomoxetina) é um medicamento não estimulante, indicado para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) em crianças a partir de 6 anos, adolescentes e adultos.
A medicação atua no sistema nervoso central, auxiliando no controle da atenção, impulsividade e comportamento. Em alguns casos, pode ser prescrita por profissionais de saúde para pacientes que também apresentam Transtorno do Espectro Autista, conforme avaliação médica. Segundo o relato da mãe, a falta do medicamento tem provocado agravamento significativo no comportamento da criança.
“Não é fácil. Ele é muito forte, eu não consigo segurar. Sem o remédio, fica ainda mais difícil”, diz mãe.
A mãe quer, além da medicação, também um advogado para que consiga internar o filho e ele receba o acompanhamento necessário o quanto antes.
Quem quiser ajudar pode estar procurando o Betinho na rádio cultura, pois a mulher está com o celular quebrado.
