
O Governo de Goiás anunciou a compra de duas fazendas que dão acesso a uma das maiores cavernas do Brasil. De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), as propriedades abrigam a entrada da Caverna São Vicente I e o início da trilha, no Parque Estadual de Terra Ronca. A caverna é a quinta maior do Brasil, com cerca de 16,4 quilômetros de extensão.
Segundo a secretaria, o Parque de Terra Ronca tem cerca de 57 mil hectares, e, com as propriedades compradas pelo Estado, a área regularizada agora é de aproximadamente 68%.
A Semad justificou que essas aquisições representam mais segurança jurídica para a gestão da unidade e maior proteção para o patrimônio espeleológico.
O parque fica nos municípios de São Domingos e Guarani de Goiás, no nordeste do Estado. Segundo dados da Semad, a caverna São Vicente I abriga 12 cachoeiras formadas pelo rio São Vicente. Ainda de acordo com a secretaria, por causa do grau de dificuldade do percurso, as visitas dependem de autorização prévia da Semad e devem ser realizadas com acompanhamento de condutores habilitados.
A Semad explicou ainda que a compra dos imóveis tem objetivo de assegurar o acesso do público de forma controlada e proteger os ambientes subterrâneos. Isso deve criar também melhores condições para pesquisas científicas, educação ambiental e turismo de natureza.
Segundo o Governo Estadual, os imóveis recém-adquiridos abrigam várias outras cavernas que agora fazem parte do patrimônio público estadual de forma integral. Veja a lista:
- Bezerra;
- São Vicente II;
- Sistema São Mateus;
- São Bernardo-Palmeiras;
- São Bernardo;
- Pau-Pombo;
- Sambaíba.
A Semad disse que áreas estratégicas de acesso à caverna Terra Ronca I, que é um dos atrativos mais emblemáticos do parque, também já foram compradas, e a área remanescente está em negociação com o Estado.
Visitação
A assessoria da Semad informou que a visitação no parque já é permitida, mas não é recomendada para turistas de modo geral por causa das características naturais, com formações rochosas consideradas perigosas. Por isso, os interessados em visitar a região precisam formalizar um pedido à Semad no site. A visitação depende de autorização prévia da Semad e deve ser realizada com acompanhamento de condutores habilitados.


