Alunos de um colégio estadual de Formosa, no Entorno do Distrito Federal, passaram mal após uma suspeita de intoxicação alimentar. Em um vídeo enviado à TV Anhanguera, o mestre de obras Weslei Lopes de Oliveira contou que suas duas sobrinhas estão entre os estudantes afetados.
“Mais de 100 crianças, inclusive minhas duas sobrinhas passaram mal. Uma desmaiou, quase caiu da escada. A outra está internada agora, esperando o médico dar a resposta”, relatou.
A Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) informou que a Coordenação Regional de Educação (CRE) começou a apurar o caso na sexta-feira (29). “Após o consumo de alimentos, vários estudantes relataram sintomas de mal-estar, incluindo dores estomacais, náuseas, vômitos e sensação de desmaio”, destacou.
Após tomarem conhecimento da situação, a direção da escola adotou as medidas necessárias para atender os envolvidos, acionou os órgãos de saúde responsáveis e ofereceu apoio aos estudantes e servidores, informou a secretaria.
A Seduc ressaltou ainda que a unidade enviou amostras dos alimentos servidos naquele dia para um laboratório especializado em Brasília (DF). O material passará por análises técnicas que devem ajudar a identificar as possíveis causas dos sintomas apresentados pelos estudantes.
O almoço foi servido quinta-feira (28), no Colégio Estadual em Período Integral (Cepi) Professor Sérgio Fayad Generoso, localizado na Avenida Maestro João Luiz do Espírito Santo, no Setor Formosinha.
Segundo a TV Anhanguera, familiares relataram que os estudantes foram levados ao Hospital Estadual de Formosa, entre quinta-feira e domingo (31).
Para a reportagem, a escola contou que o cardápio no almoço foi arroz, feijão de caldo, escondidinho de carne moída, salada de repolho com tomate e laranja. A suspeita é de que o escondidinho de carne possa ter causado a suposta intoxicação.
Vistoria da Vigilância Sanitária
Eric Tostes, fiscal sanitário de carreira e atual coordenador da Vigilância Sanitária Municipal, relatou que na sexta-feira, a diretora da escola procurou pessoalmente o órgão para relatar que alguns alunos haviam apresentado sintomas como enjoo, ânsia de vômito e diarreia. Na ocasião, ela informou que suspeitou da refeição servida no almoço de 28 de maio, e, por precaução, decidiu suspender as aulas e a alimentação no dia seguinte.
Após a notificação, uma equipe formada por três fiscais sanitários, incluindo o próprio coordenador, e uma nutricionista realizou uma vistoria no colégio. Segundo Eric, foram inspecionadas a cozinha, a despensa, os procedimentos de preparo dos alimentos, as condições de armazenamento dos insumos, a higienização dos utensílios e dos bebedouros.
“Nós procuramos por indícios de possível contaminação cruzada, por falhas nos procedimentos de produção das refeições e por qualquer fator que pudesse comprometer a segurança sanitária dos alimentos”, explicou. No entanto, segundo ele, a inspeção não encontrou evidências de irregularidades.
Segundo o coordenador, a carne moída usada no almoço foi analisada e não apresentava características que indicassem qualquer problema sanitário. No entanto, como já havia sido descongelada e não seria utilizada, foi descartada.
Além das medidas adotadas dentro da escola, a Vigilância Sanitária anunciou uma força-tarefa nos estabelecimentos comerciais localizados nas proximidades do colégio. O objetivo é verificar se houve alguma falha sanitária ou a comercialização de alimentos que possam estar relacionados aos casos registrados.


