A Policlínica Estadual da Região do Entorno – Formosa reforça a relevância da motricidade orofacial para o bem-estar e a manutenção das funções vitais do organismo.
Respirar, mastigar, engolir, falar e até expressar emoções dependem da atuação integrada do sistema estomatognático, composto por lábios, língua, bochechas, dentes, mandíbula, palato e musculatura facial.
A motricidade orofacial é uma especialidade da fonoaudiologia voltada à prevenção, avaliação e reabilitação de alterações que podem comprometer essas atividades.
Sua atuação contribui para o desenvolvimento saudável e para a manutenção da funcionalidade em todas as etapas da vida, da infância ao envelhecimento.
Motricidade orofacial
Para a fonoaudióloga da unidade do Governo de Goiás no município do Entorno do Distrito Federal administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed), Tatiana Lopes Cezar, compreender o papel o papel dessas estruturas é essencial para identificar precocemente possíveis alterações e buscar o cuidado adequado.
“Muitas pessoas convivem com sintomas como ronco, respiração pela boca, dores na mandíbula, dificuldades para mastigar ou alterações na fala sem saber que esses sinais podem estar relacionados à Motricidade Orofacial”.
“Por isso, é importante levar informação à população e reforçar que a identificação precoce dessas alterações pode fazer toda a diferença no bem-estar e na qualidade de vida. Cuidar das funções orofaciais é cuidar da saúde como um todo”, destaca a profissional.
Quando ocorre algum desequilíbrio nesse sistema, podem surgir manifestações que interferem diretamente no cotidiano.
Entre os sinais mais frequentes estão:
- respiração oral;
- ronco constante;
- dificuldades na mastigação e deglutição;
- dores na mandíbula;
- estalos ao abrir ou fechar a boca;
- bruxismo;
- tensão na musculatura da face;
- dores de cabeça recorrentes;
- alterações na articulação da fala.
Infecções respiratórias, sono e cansaço
A respiração pela boca, por exemplo, pode favorecer infecções respiratórias, comprometer a qualidade do sono e provocar cansaço ao longo do dia.
Já dificuldades para mastigar ou engolir alimentos podem afetar a alimentação e o aproveitamento adequado dos nutrientes necessários ao organismo.
Outro ponto de atenção são as alterações na articulação temporomandibular (ATM), responsável pelos movimentos da mandíbula.
Nesses casos, é comum o surgimento de dores faciais, desconforto durante a alimentação e limitações nos movimentos da boca. Muitas vezes, esses sintomas são negligenciados, o que pode retardar o diagnóstico e o tratamento.
A adoção de hábitos saudáveis, os cuidados com a saúde respiratória, a manutenção de uma postura adequada e a procura por orientação profissional diante de qualquer sinal de alteração são medidas importantes para preservar o equilíbrio funcional dessas estruturas.
Além de influenciar a comunicação e a alimentação, a saúde orofacial está diretamente relacionada:
- à qualidade do sono;
- ao conforto nas atividades diárias;
- à autoestima.
Quanto mais cedo uma alteração é identificada, maiores são as chances de evitar complicações e garantir uma melhor qualidade de vida ao paciente.
Investir nesses cuidados é promover mais saúde, funcionalidade e bem-estar para toda a população.



