O árbitro Wilton Pereira Sampaio, natural de Teresina de Goiás, no nordeste do estado, não tem mais chances de apitar a final da Copa do Mundo, neste domingo, entre Argentina e Espanha.
O regulamento da competição não exclui árbitros da mesma confederação continental dos países envolvidos na partida, o que manteria as chances de Wilton, mas a Fifa (Federação Internacional de Futebol) quer evitar na decisão um árbitro da Conmebol, entidade que comanda o futebol sul-americano, para evitar desgastes.
A questão para a Fifa é a rivalidade entre brasileiros e argentinos.
A situação a ser evitada, no entanto, já ocorreu antes. Na final do Mundial de 1986, vencida pela Argentina contra a Alemanha, o árbitro foi o brasileiro Romualdo Arppi Filho.
Mas a Fifa entende que, hoje, o cenário é mais delicado, com problemas entre as duas seleções nos últimos anos e que poderiam provocar reclamações dos atuais campeões mundiais.
Com isso, Wilton passa a ser favorito para comandar França x Inglaterra pela decisão do terceiro lugar, sábado, em Miami.
A decisão deve ser comunicada aos árbitros nesta quinta-feira pelo presidente do Comitê de Árbitros da Fifa, o italiano Pierluigi Colina.
O favorito para apitar a final é Alireza Faghani, que apitou a final do Mundial de Clubes de 2025 e três jogos nesta Copa do Mundo. A entidade entende que Faghani seria uma escolha neutra e agradaria aos finalistas.

