Um morador da Fazenda Ema, localizada em Teresina de Goiás, contesta a decisão judicial que determinou a reintegração de posse do imóvel em favor da Associação Quilombo Kalunga. Jardel José Gabriel afirma que a família mantém uma relação histórica com a propriedade e questiona também o reconhecimento de sua condição dentro da comunidade.
Segundo Jardel, o pai dele chegou à propriedade em 1974 e trabalhou no local durante aproximadamente 25 anos. Após o pai enfrentar problemas de saúde, ele afirma que passou a assumir as atividades e responsabilidades da família na área.
O morador relata ainda que possui familiares, entre eles o pai, irmãs e tios, reconhecidos como integrantes da comunidade Kalunga. Apesar disso, segundo ele, a Associação Quilombo Kalunga não reconheceria sua condição de integrante da comunidade e teria questionado sua permanência no imóvel.
Jardel também afirma que documentos e carteiras associativas dele e de familiares teriam sido recolhidos pela associação. A alegação é apresentada pelo morador e ainda depende de esclarecimentos e comprovação documental por parte dos envolvidos.
O processo envolvendo a Fazenda Ema resultou em uma determinação de reintegração de posse em favor da Associação Quilombo Kalunga.
De acordo com informações constantes no documento judicial, a Fazenda Ema é um imóvel rural localizado dentro do perímetro demarcado do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga. A propriedade possui aproximadamente 1.162 hectares e está registrada sob a matrícula nº 3.345.
O mandado expedido pela Vara Cível de Cavalcante identifica a Associação Quilombo Kalunga como autora da ação e Jardel José Gabriel como réu, determinando o cumprimento da reintegração de posse.
O caso envolve, além da disputa pela posse da propriedade, discussões relacionadas ao pertencimento comunitário, território tradicional e aos direitos das pessoas envolvidas.
O espaço permanece aberto para manifestação da Associação Quilombo Kalunga e das demais partes citadas no processo.
