A advogada e os policiais militares, presos suspeitos por agiotagem, gravaram uma das torturas feitas contra um homem que seria devedor do grupo.
Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), os investigados movimentaram mais de R$ 7 milhões em dois anos por meio da prática criminosa, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal.
No vídeo, um dos investigados, identificado como um sargento da Polícia Militar de Goiás (PMGO), ameaça um homem que é agredido com taco de beisebol. “Você vai ver como funciona em Goias”, diz.
Em outro trecho do vídeo, o homem aparece ajoelhado atrás de um carro branco e apanhando. Ele reclama de dores e, em meio a violência, o agressor o chuta e diz:
“Levanta! Cola até às 9 da noite.”
Com uma armação de óculos na mão, o agredido responde: “Eu não sei onde está a lente do meu óculos. Não consigo enxergar.’ E o agressor retrucou: “Então vai morrer atropelado.” Ao localizar a lente, uma mulher grita para ele: “Levanta! Levanta o braço, porra!” e parte novamente para o ataque.
Cerca de 80 policiais civis se mobilizaram para deflagrar a operação “Mão de Ferro”, que cumpriu 10 mandados de busca e apreensão e nove de mandados de prisão, na sexta-feira (28).
À polícia, as pessoas que disseram ter recorrido ao grupo para obter empréstimos relataram à polícia que eram alvo de intimidações com armas de fogo, ameaças constantes e, em alguns casos, agressões físicas, como no caso do vídeo. Segundo elas, nos últimos meses viviam sob medo permanente e forte pressão psicológica.
De acordo com a PC, é um sargento da PM que aparece no vídeo, junto com outra investigada. As agressões seriam motivadas por uma suposta cobrança de dívida. Nas buscas realizadas nos endereços dos suspeitos, os policiais apreenderam armas de fogo e cerca de R$ 10 mil em dinheiro.

