A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás apresentou, na sexta-feira (17), o Decreto nº 10.895, que estabelece situação de emergência em saúde pública para o enfrentamento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O cenário é considerado preocupante, com aumento de casos e pressão crescente sobre a rede hospitalar.
Segundo o secretário Rasível Santos, o estado já contabiliza 115 mortes relacionadas a síndromes respiratórias causadas por vírus como adenovírus, rinovírus, vírus sincicial respiratório e influenza. O rinovírus segue com alta circulação, enquanto os casos de influenza também estão em crescimento.
A situação se agrava com a elevada taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que já operam próximas do limite em diversas regiões. A alta demanda tem sido puxada principalmente por casos mais graves, que exigem suporte avançado, sobretudo entre crianças e idosos.
Outro ponto de atenção é o avanço da influenza A H3N2, com a presença do subclado K, considerado mais transmissível. A variante já foi identificada em cidades como Caldas Novas, Anápolis e Itumbiara. Apesar de não haver indicação de maior gravidade até o momento, a alta transmissibilidade pode ampliar o número de casos e pressionar ainda mais o sistema de saúde.
Diante do cenário, a SES-GO reforça a importância da vacinação e orienta a população a procurar as unidades de saúde. O governo estadual também prevê a ampliação da oferta de vacinas e a extensão dos horários de atendimento, como forma de conter o avanço da doença e reduzir a sobrecarga na rede hospitalar.
