A morte de Maria dos Santos Ferreira, conhecida como Mariquinha, provocou indignação e revolta na comunidade Kalunga Vão de Almas, em Cavalcante, na Chapada dos Veadeiros.
A idosa, mãe de 11 filhos, foi vítima de um crime denunciado pela Associação Comunitária Kalunga do Vão de Almas (AKCVA) como feminicídio e violência sexual.
Em nota de repúdio, a associação lamentou a morte de Mariquinha e cobrou providências das autoridades para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar o responsável.
A entidade classificou o caso como um ato de extrema violência e afirmou que a comunidade e os familiares estão profundamente abalados.
“Trata-se de uma barbárie, uma violência de dor indescritível”, destacou a associação no comunicado.
A nota também pede que autoridades municipais, estaduais e judiciais adotem medidas imediatas para garantir a investigação e a responsabilização criminal.
Segundo a associação, a morte de Mariquinha representa mais um episódio de violência contra mulheres e reforça a necessidade de ações de enfrentamento à violência sexual e ao feminicídio.
A homenagem divulgada pela entidade traz a imagem da vítima acompanhada da mensagem: “Mulheres negras existem, resistem e constroem este país”.
A publicação também destaca a trajetória de Mariquinha e a importância de sua memória para a comunidade Kalunga Vão de Almas.
Investigação
Até o momento, não foram divulgadas na nota informações sobre a data do crime, as circunstâncias da morte ou a identificação de possíveis suspeitos.
Também não há, no comunicado, confirmação oficial das autoridades policiais sobre a denúncia de violência sexual.
A associação reforçou o pedido de justiça e encerrou a manifestação com uma mensagem de solidariedade à família.
“Justiça por Mariquinha!”, diz a publicação.

