A mineradora canadense Aclara Resources, dona de um projeto de terras raras no Brasil,assinou um acordo de pesquisa e desenvolvimento com um laboratório nacional do Departamento de Energia dos Estados Unidos para aplicar inteligência artificial no processo de separação de terras raras pesadas.
O anúncio foi feito pela empresa na última semana em fato relevante ao mercado. O desenvolvimento será conduzido no Argonne National Laboratory, um dos principais centros de pesquisa do governo americano.
O objetivo é melhorar a eficiência do processo e reduzir incertezas na operação industrial.
Na prática, a tecnologia cria uma representação virtual do processo industrial, construída a partir de dados operacionais reais, modelos matemáticos e algoritmos de inteligência artificial.
Essa ferramenta permite simular o comportamento da planta, testar cenários e antecipar falhas antes que mudanças sejam aplicadas na operação física, reduzindo riscos técnicos e custos.
No setor de minerais críticos, como as terras raras, esse tipo de abordagem é usado para lidar com processos químicos complexos, sensíveis a variações na composição do minério.
A aplicação da IA ajuda a aumentar taxas de recuperação, melhorar a eficiência da separação e acelerar a transição de plantas-piloto para a escala industrial.
A empresa canadense é dona do Projeto Carina, localizado em Nova Roma (GO).
