A policial militar Alline Rodrigues Bastos, de 38 anos, foi atropelada durante uma abordagem em Formosa, no Entorno do Distrito Federal; voltou para casa em um avião do Corpo de Bombeiros, depois de ficar internada em Goiânia para fazer cirurgias nas pernas.
Alline contou que está com as duas pernas quebradas e, por isso, não conseguiria fazer a viagem de ônibus ou carro.
Segundo a militar, a chegada em casa aconteceu no último dia 14, depois de 20 dias do atropelamento, que aconteceu no Natal de 2025. Ela contou que precisa retornar para Goiânia em fevereiro, quando vai passar por uma nova cirurgia nas pernas.
De acordo com a cabo da PM, a volta para casa foi possível com ajuda da equipe do Corpo de Bombeiros, que arrumou um avião equipado para o transporte de pacientes. Ela mora a cerca de 500 km de Goiânia; por isso, além da aeronave, uma ambulância foi utilizada para transportar Alline do aeroporto de Posse até a casa da família em Alvorada do Norte, no nordeste do estado.
“O Comandante Geral e Subcomandante (da PM) organizaram minha volta pra casa. Porque ainda estou com as duas pernas quebradas e imóveis, então não consigo ir de carro de passeio ou ônibus”, contou.
Limitações
Segundo Alline, além de não conseguir andar, ela ainda não se alimenta direito, e atividades básicas, como ir ao banheiro, ainda estão comprometidas. Ela também está tomando muitos remédios para tentar amenizar as dores das lesões que sofreu.
“As dores ainda são muitas, principalmente na clavícula, nas pernas e nos braços”, conta.
Força da família
Com a volta para novos procedimentos prevista para o início de fevereiro, Alline disse que está aproveitando os momentos em casa com a família, onde vai ficar até o retorno para a cirurgia. Entre os cuidados, Alline recebeu uma massagem nos pés da filha Nycolle e da nora Mariana.
“Agora em casa com a minha família, é o maior presente que eu poderia ganhar depois de ter passado pelo vale da sombra da morte e Deus ter me protegido e livrado de todo mal”, disse emocionada.
Entenda o caso
A policial militar Alline Rodrigues Bastos, de 38 anos, foi atropelada ao abordar uma motocicleta em alta velocidade no dia 25 de dezembro, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal. O Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar socorro à policial.
A militar foi transferida de helicóptero para a UTI do Instituto Ortopédico de Goiânia.
Segundo a PM, ao atropelar a policial, o motociclista apresentava sinais de embriaguez, não fez o teste do bafômetro e resistiu à prisão. Ele foi preso em flagrante e teve a prisão convertida para preventiva após a audiência de custódia. No trajeto até a delegacia, ele quebrou o vidro da viatura.
O delegado José Sena disse que o motociclista teria conduzido o veículo em direção à policial militar intencionalmente. Durante o depoimento, o suspeito não se manifestou.
“Ele vai responder por tentativa de homicídio, resistência, dano ao patrimônio público e direção perigosa, uma vez que ele estava em alta velocidade”, informou o delegado.
Fraturas
Além das fraturas nas pernas, Alline disse que, com o impacto do atropelamento, o motociclista também arrancou dois dentes dela pela raiz e deixou outras fraturas graves no rosto. As lesões incluem:
- Múltiplas fraturas nos membros inferiores;
- Fratura na clavícula;
- Lesão na mão esquerda;
- Fraturas graves na face, incluindo órbita, região superior e mandíbula, além de lesões dentárias.
Segundo Alline, são lesões sérias que exigem cirurgias, medicamentos e um longo processo de recuperação.
Fonte: G1

