Trecho de rodovia sem pavimentação entre os municípios de Cocos (BA) e Mambaí (GO), pela BR-030, está em condição crítica e praticamente intransitável após as chuvas registradas nos últimos dias, conforme relatos de motoristas e vídeos que circulam em redes sociais. A estrada vem apresentando atoleiros, buracos profundos e trechos de lama que dificultam ou impedem a passagem de veículos leves e pesados.
Motoristas que trafegam pelo trecho reclamam que, em diversos pontos, o trânsito só é possível com o auxílio de tratores ou caminhões de maior porte. Caminhoneiros afirmam que a situação tem provocado atrasos nas entregas, prejuízos financeiros e riscos à segurança de quem depende da rodovia para deslocamentos entre os estados da Bahia e Goiás.
A rodovia federal, em grande parte sem pavimentação neste segmento, tem solo de terra — o que torna o trecho mais vulnerável a problemas como erosão e lama quando há chuva intensa. Moradores da região destacam que a situação se agrava especialmente no período chuvoso, dificultando o tráfego e o escoamento da produção agrícola local.
Imagens e vídeos compartilhados em redes sociais mostram veículos atolados e muita lama, além de caminhoneiros tentando seguir viagem em ritmo lento devido às más condições da pista.
Há registros de alertas e bloqueios em pontos da BR-030 nesse mesmo trecho em anos anteriores, inclusive com orientações de desvios e rotas alternativas dadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Em dezembro de 2025, o órgão informou interdição total no km 95 para manutenção emergencial de uma ponte, e indicou rotas mais longas como alternativa segura.
No início de fevereiro de 2026, informações divulgadas por veículos regionais indicam que o ministro dos Transportes planeja a assinatura de Ordem de Serviço para o início da pavimentação da BR-030 entre Cocos e Mambaí ainda neste mês, investimento aguardado há décadas por produtores rurais e moradores das duas regiões.
A BR-030 é rota estratégica para a economia local, usada para escoar produtos agrícolas como soja e tabaco, além de pecuária. A precariedade atual da via impacta diretamente preços e competitividade, segundo agricultores que dependem da estrada para escoar sua produção semanalmente.
Moradores e transportadores esperam que a pavimentação, quando iniciada, traga melhorias significativas e reduza os transtornos provocados pelas chuvas, especialmente em períodos de maior precipitação.

