Em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, o que deveria ser exceção tem se tornado cada vez mais comum: veículos ficando presos ou danificados após cair em buracos espalhados por diversas ruas da cidade.
Imagens enviadas ao blog mostram carro com a roda afundada no asfalto deteriorado, motorista tentando retirar o veículo com ajuda de populares e até trechos onde a cratera ocupa praticamente metade da via.
Moradores afirmam que a situação já virou rotina. “A gente sai de casa sem saber se vai voltar com o carro inteiro”, relatou um comerciante que preferiu não se identificar. Segundo ele, os problemas se intensificaram nas últimas semanas, especialmente após as chuvas.
Além do transtorno, há prejuízo financeiro. Oficinas da cidade relatam aumento na procura por serviços de troca de pneus, alinhamento, balanceamento e reparos na suspensão. Em alguns casos, o impacto é tão forte que há danos no para-choque e até no sistema de direção.
Motociclistas também enfrentam riscos. Com menos estabilidade, a chance de queda aumenta consideravelmente ao passar por buracos, principalmente à noite, quando a visibilidade é menor.
Em alguns bairros, moradores improvisaram sinalizações com galhos, pedaços de madeira e até pneus para alertar outros condutores sobre os pontos mais críticos.
A população cobra uma operação emergencial de tapa-buracos e um plano de recapeamento mais amplo. Para quem depende do carro diariamente, a sensação é de insegurança constante e de que o problema está longe de ser resolvido.
A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães sobre as medidas que estão sendo adotadas para solucionar a situação.
