Os filhos do fazendeiro Jefferson Cury, de 83 anos, foram indiciados por mandar matar o pai para ficar com a herança bilionária. Segundo o delegado do caso, Adelson Candeo, eles vão responder pelo crime de homicídio doloso qualificado e pela tentativa de homicídio contra o advogado do fazendeiro, Leonardo Nalesso Ribeiro.
Adelson contou que, além dos filhos, mais quatro suspeitos foram indiciados pela morte do fazendeiro pelos mesmos crimes.
O crime aconteceu em novembro de 2023, em Quirinópolis, na região sudoeste de Goiás. Na quinta-feira (27), os seis suspeitos foram soltos após o habeas corpus, informou o delegado. Os suspeitos foram presos em outubro deste ano.
A operação da Polícia Civil, chamada Testamento, cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
O crime aconteceu por volta das 22h20, quando Jefferson e seu advogado foram abordados em uma propriedade rural às margens da GO-206. O fazendeiro morreu com um tiro no rosto, enquanto o advogado sobreviveu após ser baleado na cabeça.
Segundo a investigação, um dos suspeitos chegou a dizer, logo após os disparos: “Agora a dívida está paga”, em referência a um débito de R$ 1,7 milhão do filho de um caseiro com o empresário.
A polícia também apontou que o casal de caseiros e o filho deles participaram do crime, auxiliando na logística e repassando informações sobre os horários da vítima.
Segundo o delegado, Jefferson planejava transferir todo o patrimônio, avaliado em cerca de R$ 1 bilhão, para uma holding, o que excluiria os filhos da linha sucessória. A assinatura do novo testamento estava marcada para 29 de novembro de 2023, um dia após o assassinato.
Fonte: G1

