O incêndio florestal que atinge a região de Terra Ronca, no Nordeste de Goiás, entrou em uma fase de monitoramento após uma operação de combate que durou quase 24 horas. Cerca de 40 militares e brigadistas atuaram nas áreas atingidas, em uma estratégia de combate indireto para impedir o avanço das chamas.
Apesar da redução dos focos, as equipes permanecem mobilizadas para acompanhar a região e evitar que o fogo volte a se espalhar. A preocupação é maior diante das condições climáticas, com temperaturas elevadas, baixa umidade, ventos fortes e grande quantidade de vegetação seca.
A estimativa mais recente da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) aponta que aproximadamente 10,4 mil hectares já foram atingidos pelo incêndio. O número representa aumento de cerca de 28% em relação ao levantamento anterior, que contabilizava 8.129 hectares entre áreas queimadas confirmadas e preliminares.
O combate ocorreu de forma indireta, com os militares e brigadistas trabalhando por quase um dia inteiro para conter a progressão do fogo e proteger áreas ainda não atingidas. Com as principais frentes controladas, o trabalho agora é concentrado no monitoramento de possíveis pontos de reignição.
A região continua sob atenção das equipes devido ao risco de novos focos. A variação do vento, da umidade e da temperatura pode alterar rapidamente o comportamento das chamas e exigir o deslocamento dos profissionais.
A força-tarefa reúne equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO), Semad, PrevFogo e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além do apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O cenário climático segue como um dos principais fatores de risco. Nos últimos dias, as temperaturas chegaram próximas dos 37°C e a umidade relativa do ar ficou abaixo de 20%, condições que favorecem a propagação rápida do fogo e dificultam o controle de eventuais novos focos.
