O inquérito sobre a morte da técnica de enfermagem Aliny Pereira de Ornelas foi finalizado na sexta-feira (3). Segundo as investigações, Edivaldo Teixeira Chaves matou a vítima por não aceitar o fim do relacionamento e tirou a própria vida após o crime.
O caso aconteceu no dia 20 de novembro de 2025, em Arraias, dois meses após o término do relacionamento do casal. Na época, Aliny foi até a casa onde convivia com o ex-companheiro. O corpo dela foi encontrado após familiares não conseguirem contato com a jovem.
Segundo a polícia, os parentes foram até a casa e encontraram os corpos de Aliny e Edivaldo na cozinha. A jovem teve várias perfurações de faca no corpo e o suspeito foi localizado com um disparo de arma de fogo na cabeça.
A polícia afirmou que o inquérito confirmou o caso de feminicídio praticado em contexto de violência doméstica. O documento foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
Perseguição
Segundo apurado no inquérito, o relacionamento era marcado por episódios de comportamento agressivo, discussões frequentes e perseguições. Edivaldo demonstrava dificuldade em aceitar o fim da relação e teria procurado a vítima diversas vezes, inclusive em seu ambiente de trabalho.
Na época, a irmã Darline Ornelas, contou que Aliny morava em Campos Belos (GO) para ficar longe do ex.
“Eles se separaram há dois meses e ela se mudou para Campos Belos (GO) para evitar contato com o mesmo. Ele sempre ia atrás dela. Ela tentou o máximo possível se afastar dele e manter ele afastado dela e da gente”.
A jovem havia retornado a Arraias por causa de uma parente que estava doente. A técnica de enfermagem e o suspeito moravam juntos em Arraias. Os dois eram vizinhos da família de Aliny.
“Ele sempre foi muito ignorante com ela, tanto em casa quanto em alguns locais na frente de colegas. Ele já tinha tudo planejado em mente. Só esperou uma oportunidade na qual ela estivesse sozinha para cometer o ato”.

